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22/02/2019 16:50

Projeto Amigos da Natureza revitalizando as Cabeceiras

Graças à ação coletiva, a região das Cabeceiras do Pantanal está cada vez mais verde. Passo à passo vamos construindo um futuro próspero e sustentável para as futuras gerações.

Esse é o caso das ações de plantio de mudas organizadas pelo Projeto Amigos da Natureza, uma iniciativa do Promotor da Comarca de Rio Branco, Dr Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro, que conta com a parceria do pesquisador e integrante do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, Prof. Me. Josiel Dorriguette de Oliveira.

 Ao todo foram realizadas 03 ações, totalizando 2.700 mudas plantadas. Hoje (22/02/2019) foram plantadas 500 mudas de diversas espécies nativas no município de Salto do Céu. Atores públicos locais, alunos e professores são os principais participantes dos Amigos da Natureza.

 Na entrevista abaixo, o Prof. Me. Josiel Dorriguette de Oliveira nos conta mais sobre esse importante projeto.

 

Qual o intuito dessa ação? E qual a importância dela para a área?

O grande foco do projeto é formar cidadãos que se reconheçam como integrantes do ambiente e comprometidos com a preservação ambiental.

 

Onde o plantio foi realizado?

O plantio aconteceu na propriedade do Sr. Zé Neca que fica na MT – 170 no município de Salto do Céu no sentido Vila Progresso.

 

Quem organiza?

O plantio está no contexto do Projeto Amigos da Natureza de iniciativa do Promotor da Comarca de Rio Branco, Dr Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro, que conta com a parceria do pesquisador e integrante do Pacto em Defesa das Nascenrtes do Pantanal Prof. Me. Josiel Dorriguette de Oliveira.

 

Quantas participam?

O projeto conta com diversos integrantes, além dos acima mencionados o plantio contou com a participação da Juíza da Comarca Dra. Daiene, equipe de servidores do MP de Rio Branco, Prefeito de Salto do Céu, os responsáveis pelos viveiros dos 3 municípios, Secretário de Meio Ambiente, equipe da Ação Social, Policia Militar e o grande foco do projeto: os alunos e professores da Escola Estadual Vilas Novas da cidade de Salto do Céu.

 

Quais organizações participam junto?

Participa do projeto, além dos acima mencionados, as prefeituras dos 3 municípios da comarca (Salto do Céu, Rio Branco e Lambari D´Oeste), Consórcio Intermunicipal Nascentes do Pantanal, Pacto Nascentes do Pantanal, além da sociedade civil (Desbravadores, Rotary Club Rio Branco Rota das Águas, Policia Militar Mirim, alunos e professores das escolas, produtores rurais, entre tantos outros voluntários e instituições que constantemente passam a ser parceiros do projeto.

 

Quem realiza os plantios?

O plantio é realizado principalmente pelos alunos da educação básica das localidades.

 

Quais e quantas árvores estão sendo plantadas?

O plantio contou com 500 mudas de diversas espécies de árvores nativas, nas quais suas sementes foram colhidas na região pelos funcionários do pecuarista e empresário Sr. Jubinha, que está doando 20.000 mudas para o projeto.

 

Qual a situação das águas da região (de nascentes, córregos e rios)?

A bacia hidrográfica do Rio Branco que é afluente da margem esquerda do Rio Cabaçal na qual a propriedade está inserida, encontra-se em estado crítico. Quase toda a bacia precisa de regeneração da mata ciliar, na cabeceira de drenagem encontra-se Neossolos Quartzarênicos, que aliado à falta de práticas conservacionistas e à disposição do relevo, vem causando o surgimento de voçorocas, sendo que a maior delas tem 120 metros de largura, 450 metros de comprimento e 20 metros de profundidade. Na propriedade do Sr Zé Neca, que fica no médio curso do Rio Branco, o solo é o Nitossolo, não sendo observado grandes processos erosivos, todavia suas nascentes e córregos estão desprotegidos causando assoreamento e erosão marginal.

 

O que levou ao seu desmatamento?

A região de Salto do Céu foi povoada no contexto da ocupação da porção oeste do território brasileiro a partir da década de 1960. Na região o Governo do Estado, através de seus programas de povoamento, dividiu as terras em propriedades de cerca de 50 hectares e as doou aos colonos que advinham principalmente dos estados de Minas Gerais e Espirito Santo. A princípio os pequenos produtores usavam essas terras para o plantio de lavouras anuais, com destaque para o arroz e o milho. Nesse contexto as matas da região foram derrubadas para dar lugar à produção agrícola. Com a mecanização e o surgimento de novos povoamentos ao norte do país, muitos produtores venderam suas terras e pouco a pouco o uso da terra passou a ser voltado para a bovinocultura. Atualmente o território do município é praticamente todo ocupado por pastagens.

 

Vocês já organizaram outras ações como essas? Quantas e onde? Pretendem organizar outras?

O projeto já contou com duas outras etapas. Na primeira foram plantadas 2.000 mudas de 27 espécies nativas nas margens do Córrego Pratinha, afluente da margem direita do Rio Branco, e contou a presença de cerca de 200 alunos da Escola Municipal Manoel Tavares e Escola Estadual Rangel Torres no município de Rio Branco. A segunda etapa foi realizada como atividade integrada aos Jogos Escolares organizado pelo professor de Educação Física da escola Estadual Rangel Torres, Prof. José Augusto, em parceria com o professor de geografia, Prof. Me. Josiel Dorriguette de Oliveira, e contou com a participação de outros professores e de 80 alunos. Foram plantadas 200 mudas nas margens direitas e esquerda do rio Branco.

 

Como tem sido o trabalho do Pacto para a região? O que vocês esperam e o que pode ser feito para melhorarmos a preservação e recuperação dessa região?

O Pacto já realizou na região a construção de três fossas biodigestoras, revitalizou 3 viveiros e recuperaram nascentes nos três municípios. A bacia do Rio Branco apresenta muitos problemas ambientais, principalmente referente a falta de matas ciliares e processos erosivos, nesse contexto esperamos estabelecer parcerias para assistência técnica, monitoramento e ações de recuperação de áreas degradadas. 


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