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10/05/2017 16:50

Dia Mundial da Biodiversidade: preservar para ter o que comemorar

O Pantanal preservado depende da recuperação de nascentes degradadas e da conservação dos rios.

Hoje, 22 de maio, celebramos o dia mundial da biodiversidade. Em tempos tão complexos para a preservação ambiental - que enfrenta desafios como o avanço do desmatamento, a redução de áreas protegidas, aumento das temperaturas e um aumento de mais de cem vezes nas taxas de extinção de espécies - o Pantanal, que ainda nos dá motivos para comemorar, merece atenção

Enquanto a Amazônia vivenciou em 2016 um aumento de 29% no desmatamento e o Cerrado já perdeu quase metade de sua área total, dados recentes do WWF-Brasil indicam que aproximadamente 82% do Pantanal ainda é formado por cobertura natural. O mapeamento realizado com imagens de satélite em escala mais detalhada detectou áreas naturais não identificadas em mapeamentos anteriores e também dinâmicas de manejo e regeneração de vegetação.

Essas áreas naturais são garantia de sobrevivência de 269 espécies de peixes, 582 espécies de aves e 152 espécies de mamíferos, em populações que chegam a mais de 45 mil cervos, três mil onças, e 15 mil tuiuiús - segundo estudos científicos e dados da Embrapa Pantanal e ICMBio. Com relação à flora, há espécies que só existem no Pantanal e que não são protegidas por unidades de conservação. 

O alto índice de integridade da cobertura vegetal pantaneira ocorre porque a pecuária, principal atividade produtiva na região ao longo de mais de 200 anos, desenvolveu-se em harmonia com o meio ambiente, por meio da utilização de pastagens nativas.

 A perda de habitat ocoore quando há a substituição desse modelo produtivo pelo plantio de grãos, a criação de gado com pastagen exóticas, a caça, o contrabando e barramentos e dragagens que alteram os rios. Todas essas ameaças fazem com que 36 espécies de mamíferos e 188 espécies de aves estejam ameaçadas de extinção em algum grau.

No dia 22 de maio celebramos a diversidade da vida e convidamos a sociedade a uma reflexão e a uma escolha. Uma escolha entre um Pantanal rico, diverso, produtivo e sustentável ou um Pantanal onde o avistamento de onças, tatus, tamanduás é uma raridade e a figura do homem pantaneiro, o grande responsável pela preservação do bioma, desaparece.

Se quisermos e optarmos pela primeira escolha devemos executar ações para um Pantanal preservado. E para que tenhamos o Pantanal preservado em todo seu esplendor é fundamental que tenhamos em conta a expansão de boas práticas agropecuárias, a recuperação de reservas legais e áreas de proteção permanente, a recuperação de nascentes degradadas e a conservação dos rios, além da valoração da figura do homem pantaneiro, seja ele o pecuarista, o pescador, ou o agricultor. Nesse contexto, é fundamental a discussão e aprimoramento do Projeto de Lei do Pantanal, que poderá garantir, não só por meio de sanções, mas por meio do diálogo e incentivo, a perpetuação dessa riqueza de todos.

Júlio César Sampaio
Coordenador do Programa Cerrado Pantanal - WWF-Brasil


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