Depoimentos

Silvio Sommavilla, radialista

Somos ricos em recursos hídricos, no entanto a nossa responsabilidade e envolvimento na conservação, preservação e promoção dos rios e mananciais deu lugar a mais absoluta pobreza

Somos ricos aqui em nossa região em recursos hídricos, no entanto a nossa responsabilidade e envolvimento na conservação, preservação e promoção dos rios e mananciais deu lugar a mais absoluta pobreza. Não fomos capazes de recuperar sequer uma nascente se não fosse essa aliança.

O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal surgiu para acordar uma região inteira que detém inúmeros recursos, mas que estava em sono profundo, pois as pessoas acreditam que por ter abundância de água jamais enfrentaríamos qualquer escassez. A realidade é bem outra.

Assim que o Pacto surgiu, essa realidade foi se modificando. As desconfianças deram espaços para muito diálogo, estudos, números, depoimentos, envolvimentos e ações,hoje a história é outra. Tanto é verdade, que os governos não possuíam nada parecido em seus planos de Governo ,o que temos de ciência nos dias atuais que pode servir tranquilamente de base para elaboração de politicas publicas é o que o Pacto produziu, o que o pacto disponibilizou.

Minha esperança que o Pacto continue produzindo frutos e possa cada vez mais trazer mais gente pra perto. Um vez conhecendo sua metodologia e filosofia jamais seremos os mesmos, podendo deixar a cômoda situação de coadjuvante, assumindo  definitivamente uma posição de ator frente a necessidade que se impõe na contribuição de uma humanidade melhor.

 


Wemerson Prata, prefeito de Salto do Céu

Acredito no Pacto porque ele une os municípios na mesma causa. Mato Grosso, assim como o Brasil e todo o planeta precisa de água. Nós estamos fazendo a nossa parte.

Salto do Céu apoia as iniciativas do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal desde a sua criação. Em 2015, assinamos a nossa adesão voluntária e desde então temos contribuído, implementando ações no nosso município. 

Já temos algumas ações executadas, como por exemplo:

* Recuperamos 100 quilômetros de estradas rurais com manejo de microbacias;

* Duas nascentes estão em processo de recuperação;

* Já temos uma área cercada para construção de um viveiro com capacidade para 350 mil mudas que deverá ser inaugurado em julho

Mas nosso objetivo é bem maior. Queremos recuperar pelo menos 50 nascentes em Salto do Céu nos próximos 4 anos e fazer ações para recuperar áreas erosões. Nosso principal problema são as nascentes degradadas e as erosões.  

Acredito no Pacto, acho que é um movimento muito interessante que une os municípios na mesma causa. Temos que angariar mais recursos financeiros para poder fazer mais e incrementar as nossas ações. Mato Grosso, assim como o Brasil e todo o planeta precisa de água. Nós estamos fazendo a nossa parte. 

 

 

 

 

 

 


Fábio Junqueira, prefeito de Tangará da Serra

Temos muito trabalho pela frente para mudar o comportamento das pessoas. Confio no Pacto e durante a minha legislatura atuaremos em prol das águas das cabeceiras do Pantanal

"Temos observado e assistido na pele os efeitos das mudanças climáticas no nosso país. Aqui na nossa região, as coisas parece que estão acontecendo de forma mais acelerada por conta da implantação da nova fronteira agrícola. O litoral, ocupado primeiro, já vem sofrendo as consequências do desmatamento – a falta de água, piora da permeabilidade do solo, falta de chuvas, ou chuvas muito concentradas. Aqui em Mato Grosso ainda há tempo de recuperar e evitar esses efeitos. Tangará da Serra está localizada exatamente nas nascentes do Pantanal. Temos que agir na conservação e na recuperação do que já foi prejudicado.

Se todos nos engajarmos, vamos ter sem duvida um futuro melhor. Temos que lutar para reflorestar as matas ciliares e evitar que ocorram novos desmatamentos e trabalhar pela adequação das estradas rurais. 

As estradas rurais de Tangará foram bem construídas nas décadas de 1970 e 1980. O grande problema foi a falta de manutenção e o mau costume dos proprietários de não permitir que a água infiltre no solo e alimente o aquífero. Infelizmente há casos de proprietários que fazem sulcos na beira da estrada, o que impede que a água encontre o seu caminho natural. 

Temos muito trabalho pela frente para mudar o comportamento das pessoas. Confio no Pacto e durante a minha legislatura atuaremos em prol das águas das cabeceiras do Pantanal"

 


Ana Luiza Peterlini, promotora de Justiça

"O Mato Grosso é hoje rico em água, somos produtores de água, e por isso mesmo devemos nos prevenir para evitar a escassez".

Ana Luiza Peterlini abraçou a ideia do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal como uma necessidade para o estado de Mato Grosso. Durante o tempo que esteve a frente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), foi uma das grandes responsáveis para que o movimento fosse aborvido pelo poder público estadual. 

Graças a seu empenho, no dia 5 de junho de 2015, durante as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Pacto foi oficialmente lançado num evento em Cuiabá e foi assinado pelo governador Pedro Taques e pelo vice-governador Carlos Fávaro - hoje secretário de Meio Ambiente do estado. 

“É muito importante estabelecer o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal como uma política pública de Estado. Os recursos hídricos transcendem a questão ambiental porque são estratégicos para a sobrevivência humana e para o desenvolvimento econômico, envolvendo áreas como saúde, educação, saneamento básico e economia. A crise hídrica vivida hoje pelo Sudeste acontece devido à degradação ambiental. É, portanto, um alerta para o Mato Grosso: nós hoje somos ricos em água, somo produtores de água e por isso mesmo devemos nos prevenir para evitar a escassez”.


Manuel Barbosa, produtor rural em Tangará da Serra

"O trabalho que o Pacto e os parceiros fizeram aqui para cuidar do córrego Queima-Pé não tem preço".

De seu pai herdou a terra e o amor pela natureza. Em sua pequena propriedade cultiva verduras e frutas e também cria vacas leiteiras, tudo para o consumo da família. Mas seu grande trabalho na propriedade, assegura, é contribuir com o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal para conservar o córrego do Queima-pé, responsável pelo abastecimento de sua cidade Tangará da Serra (mais de 90 mil habitantes), Mato Grosso. Em 2015, o Pacto e seus parceiros, entre eles o frigorífico Marfrig, a prefeitura de Tangará, o IPAC e o WWF-Brasil, promoveram a adequação de estradas rurais, a realização de curvas de nível e o reflorestamento da mata ciliar do córrego. 

“Com o reflorestamento o verde voltou! Hoje temos ipês de todas as cores florescendo! Antes dessas curvas de nível, a água levou muitos dejetos para o córrego, dava pena... O trabalho que o Pacto e os parceiros aqui em Tangará fizeram não tem preço. Meus vizinhos e eu esperamos por isso há décadas. Pra mim foi um milagre", diz Manuel.

Graças às curvas de nível, a partir de agora, quando chover, a água vai poder infiltrar corretamente e consequentemente a nascente e o córrego. Isso vai proporcionar um pasto melhor para a minha propriedade, mas principalmente vai fazer com que o córrego tenha água em quantidade e de mais qualidade.

É isso que as pessoas têm que entender. Proteger uma nascente é garantir água para todos porque a água da nascente vai pro córrego que segue para o rio e alimenta a área rural e as cidades”, continua.

Água é tudo. Água é vida. A mesma agua que eu bebo, mata a sede das minhas vacas e segue para a cidade onde as pessoas bebem, tomam banho, lavam roupas, onde as empresas produzem... Sem água a gente não faz nada. Se matamos as nascentes ficamos sem água”.


Helen Leite, coordenadora de Sustentabilidade da Marfrig Global Foods

"Somos a empresa que mais precisa do córrego Queima-pé aqui na cidade. Apoiamos o Pacto para que as ações de recuperação possam ser executadas".

O frigorífico aposta na sustentabilidade para garantir a sua produção.

“Somos a empresa que mais precisa do córrego Queima-pé aqui na cidade. Nós apoiamos financeiramente o Pacto para que as ações de recuperação possam ser executadas. Já foram feitas diversas, como a recuperação de estradas rurais, realização de curvas de nível e reflorestamento na área da nascente do córrego. O Pacto fez um levantamento e essas eram as ações mais críticas, as que precisavam de execução urgente e já começamos a fazer.  A maioria dos produtores localizados na área da nascente do Queima-pé está participando do Pacto e terão as suas propriedades adequadas para proteger o córrego”.


Dariu Carniel - Secretário Executivo do Consórcio Nascentes do Pantanal

Desde 2012, esteve presente nas discussões de criação do PactoFoi a ponte entre os objetivos de conservação das águas das Cabeceiras do Pantanal e o setor público. Ele levou até 14 prefeitos informações sobre o projeto e ajudou na mobilização que culminou, em 2015, em seu lançamento oficial. Seu lema sempre foi proteger as águas para garantir o desenvolvimento sustentável da região das Cabeceiras.

 “Nesses anos, nós do Consórcio não temos medido esforços para que as ações de recuperação e conservação dos rios e nascentes, previstas no Pacto, aconteçam. Apesar das dificuldades financeiras vividas pelo setor público, há grande vontade política para que elas ocorram. Os prefeitos têm visto o Pacto como uma solução de longo prazo para o desenvolvimento econômico dos municípios e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida. Chegou o momento que temos que entender que sem sustentabilidade não vai haver futuro. Temos que entender que os meios de vida sustentáveis não são mais os meios de vida do futuro, mas os do presente.”

“O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal é muito valioso por isso, porque é uma peça que garante a vida sustentável. Ele é essencial para quem está na parte alta, mas também para os que estão na parte baixa. Ele se encaixa perfeitamente dentro da proposta de desenvolvimento sustentável que move os municípios da região das Cabeceiras do Pantanal. Água em quantidade e qualidade é um trunfo para o desenvolvimento. A água é nosso maior patrimônio. Enquanto tivermos água teremos desenvolvimento, quando não tivermos água, vamos ficar sem energia, sem produção no setor agrícola.  Sem ela não há desenvolvimento nem econômico nem social.”

 

 


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